sábado, 2 de outubro de 2010

Vida longa aos jornais no Brasil

Ao contrário dos EUA, que já discute a extinção dos jornais impressos, aqui no Brasil grandes jornais como O Estado de S.Paulo, a Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de Minas e o Zero Hora, têm crescimento do jornal impresso papel, sem deixar de lado as novas plataformas como a internet, o telefone móvel e tablets, como o iPad. Na avaliação de alguns executivos, os tablets permitem que os jornais, descontruídos pelos sites na internet, voltem a se organizar, num formato de hierarquia de notícias bastante similar ao impresso.


"O papel está mais vivo do que nunca. Prova disso é que crescemos. O Estado de São Paulo é um dos jornais que mais cresce este ano. No Brasil, segundo nosso planejamento para os próximos cinco anos, o papel estará presente", afirma o diretor de conteúdo do jornal, Ricardo Gandour. 

"O papel está mais vivo do que nunca. Prova disso é que crescemos. O Estado de São Paulo é um dos jornais que mais cresce este ano. No Brasil, segundo nosso planejamento para os próximos cinco anos, o papel estará presente", afirma o diretor de conteúdo do jornal, Ricardo Gandour. 


O executivo diz que, se o online foi um avanço sobre o papel, a presença do jornal em um dispositivo como o tablet iPad significa um resgate da hierarquia da informação. "A web é instantânea, mede a temperatura do mundo. O papel organiza o contexto, dá a análise. E, no iPad, há a convergência da edição de papel com recursos digitais", diz Gandour, ao equiparar as plataformas evolutivas pelas quais tem passado o veículo. "Se a web havia desconstruído a edição de papel, o iPad resgata a organização da informação".
"É muito cedo para falar que o papel será extinto. Mas, certamente, alguns leitores optarão por ler jornal pela internet ou pelos leitores digitais, como o iPad", opina o diretor executivo dos Diários Associados, Geraldo Teixeira da Costa Neto, que responde pelo jornal O Estado de Minas. "O Zero Hora cresceu com a internet. De 1996 a 2009, teve um aumento de 19% de circulação em papel, a preço premium (faixa dos grandes jornais)", diz o diretor geral de produto do Grupo RBS, Marcelo Rech. O Grupo RBS edita o Zero Hora, do Rio Grande do Sul, o Diário Catarinense, de Santa Catarina, e mais seis jornais.

Um dos grandes fatores que nos mostram o quanto o brasileiro gosta de jornal impresso, é a venda dos jornais de R$0,25, que são o maior sucesso. 

Ao que tudo indica teremos bastante tempo de jornal impresso. Espero que ao menos a sociedade aprenda a reciclar e não deixar os jornais nas ruas para entupir boeiros.

Beijos =)

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Gabi... postagem muito interessante.. aqui no Brasil cada dia mais se vende jornais de "papel", acredito que as pessoas ainda nao se adaptaram a te-los em midias digiatais. Uma comparação que faço e (até postei no Fabrica de Ideias)é que O The New York Times tem um numero de leitores on-line maior que o numero leitores de publicações impressas. Esta é uma tendencia fortissima a acontecer também nos outros paises, tudo é uma questao de tempo e praticidade pois as pessoas estão levando uma vida muito corrida e cada dia mais buscam praticidade atraves do mundo online.

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