A oferta integrada de produtos da Vivo e da Telefônica deve demorar para se materializar em pacotes únicos vendidos sob a marca Vivo. "A integração entre ambas as operadoras depende de fatores societários e fiscais, sobre os quais não é possível, neste momento, antecipar nada", afirma o presidente da Vivo, Roberto Lima.
A consolidação das marcas - da Vivo como marca comercial para produtos móveis e fixos (telefonia, banda larga e outros conteúdos) e da Telefônica como linguagem padrão para a comunicação institucional - é um plano que deve, sim, ser executado, conforme já dito pelo presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, mas, ressalta Lima, "temos que, antes, montar estruturas de contato dos clientes".
Essas estruturas incluem, por exemplo, centrais de atendimento e lojas das operadoras. "Não se faz isso com facilidade, ainda que a própria Vivo tenha nascido de seis diferentes grupos", diz o presidente da Vivo.
Lima reafirmou que a estrutura organizacional da Telefônica no Brasil permanece sob o comando de Antonio Carlos Valente, que é presidente do Grupo no Brasil, e que as operações da Vivo continuam sob sua responsabilidade, enquanto a Telefônica fixa (Telesp) continua a ser presidida por Mariano de Beer.
Recentemente, a Telefónica de España mudou a estrutura da Telefónica Latinoamerica, que é liderada por José María Alvares-Pallete, sob três unidades: Brasil, sob o comando de Luis Miguel Gilpérez López; Chile, Colômbia, Argentina, Uruguai, Peru e Equador, em que as operações de telefonia móvel e fixa já estão integradas, sob o comando de Eduardo Caride; e México, América Central e Venezuela, onde a Telefónica atua apenas em telefonia móvel, sob o comando de Jaime Smith.
No Brasil, segundo o presidente da Telefônica fixa, Mariano de Beer, o objeto comercial, nesta etapa de integração, é focar naquilo que agrega valor ao cliente. "Onde as duas empresas - Vivo e Telefônica - agregarem valor uma para a outra, sob o ponto de vista de serviços, trabalharemos juntos", garante.
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