Em pesquisa feita pela TNS, os dados apontam ainda o crescimento da internet e a queda de revistas e jornais. A televisão continua como a fonte de informação preferida de oito em cada dez jovens brasileiros para se atualizar sobre o que acontece no mundo. Mas a internet vem ganhando espaço, principalmente nas classes mais altas. Isso é o que aponta o TRU Brasil 2010, estudo anual realizado pela TNS Research International com o público jovem, que nesta edição ouviu 1,5 mil jovens de 12 a 19 anos, das classes A, B, C e D, em nove regiões metropolitanas brasileiras e principais cidades do interior de São Paulo.
O levantamento constatou que os jovens gastam aproximadamente 11 horas por semana vendo TV, e cerca de sete horas na web – e geralmente fazem as duas coisas ao mesmo tempo. Nas classes mais altas – em que se tem internet em casa –, as horas na rede já se equiparam ao tempo gasto vendo TV (dez horas, em média, por semana), e a mídia online é considerada como a mais informativa (por 43% dos respondentes) e imprescindível (50%). Mesmo sendo uma preferência em ascensão, apenas 16% declararam que a internet é a mídia mais confiável.
Na opinião de Jorge Kodja, diretor da TNS Research International e responsável pela pesquisa, o resultado é uma decorrência da falta de conectividade na maioria dos lares em questão, mas também uma prova de que a busca por informação na TV continua tão universal quanto sua presença nos lares brasileiros. O estudo detectou ainda que a Rede Globo concentra 80% da preferência dos adolescentes, independentemente da classe social ou da região do Brasil, seguida do SBT (44%), Rede Record (30%) e MTV (8%). As novelas têm a predileção de 47% deles, enquanto os telejornais, 23%.
Rádio
Rádio
Um dado que chamou a atenção do instituto foi o desempenho do rádio, companheiro do público em carros, trens, ônibus e celulares. A mídia aparece no estudo como uma das opções preferidas por 22% dos adolescentes, superando a mídia impressa. Os jovens gastam, em média, 8 horas semanais com o meio. Apesar do resultado, desde 2008, quando foi realizada a primeira edição do estudo, o rádio vem perdendo espaço para a TV e a internet até mesmo entre os jovens da classe D.
Mídia impressa
No entanto, quem realmente não está nas graças desse público são os jornais e revistas impressas. O levantamento apontou que os jovens declaram ler cada vez menos os veículos de mídia impressa, sendo que a preferência pela leitura em papel é de 15% para jornais e de 3% para revistas. "Essa é uma tendência inevitável porque, ao oferecer conteúdo similar de forma rápida e gratuita, a internet passa a ser um grande diferencial para essa faixa etária, principalmente entre a população das classes mais baixas", conclui Kodja.
As emissoras de TV, podem comemorar, pois acredito que jovens assim como eu, não dispensam uma boa programação de TV. Falta apenas eles investirem mais em programação nas TV's abertas, pois nem todos tem condições de pagar uma assinatura.
Beijos =)

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